Garotas de programa que atendem e vendem cocaína a clientes ricos são alvo de operação da PCDF

Ao todo, cerca de 200 policiais cumprem 35 mandados de busca e apreensão em diversos endereços da capital do país

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nas primeiras horas desta sexta-feira (19/06), uma megaoperação para desmantelar seis grupos criminosos especializados no tráfico de cocaína e drogas sintéticas em áreas nobres de Brasília. Duas dessas quadrilhas são formadas por garotas de programa. Alguns dos alvos mantinham drogas em casa e foram preso em flagrante. O número de prisões ainda está em atualização.

As mulheres negociavam programas sexuais regados a pó para uma clientela seleta. Ao todo, cerca de 200 policiais cumprem 35 mandados de busca em 10 regiões administrativas.

De acordo com investigações da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), não existe conexão entre os núcleos criminosos, mas todos exercem funções parecidas: a distribuição dos entorpecentes para traficantes menores e usuários que ficam na ponta do esquema.

No caso dos dois grupos formados por prostitutas, os bandos contam com a ajuda de transportadores, que sempre são acionados após a negociação do programa com os clientes. Na maioria das vezes, a droga é entregue por taxistas, segundo as apurações policiais.

As garotas de programa faturavam alto fazendo uma espécie de venda casada, ou seja, negociando horas de sexo somadas a carreiras de cocaína. Quase todas que são alvo das operações fazem pontos ao londo da via W3 Norte. Os fornecedores que alimentam o mercado do sexo com pó também são monitorados pela PCDF.

Outros grupos

A operação Rede cumpre mandados de busca e apreensão em Águas Claras, Candangolândia, Setor Hoteleiro Norte, Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Planaltina, Brazlândia, Lago Norte e Goiânia (GO). Entre os alvos da operação está um terceiro grupo especializado na distribuição de drogas na região central de Brasília. Os criminosos adotaram o sistema “delívery”, fazendo a entrega nas mãos dos usuários.

O quarto grupo na mira da PCDF também é formado por traficantes, mas, ao contrário dos outros três, só negocia a venda e a entrega de cocaína para outros traficantes. O bando não vende no chamado “tráfico de varejo” para usuários finais.

Dois integrantes do grupo teriam, inclusive, ligações com facções criminosas perigosas, como o Comboio do Cão e o Primeiro Comando da Capital (PCC), liderada por Marcos Herbas Camacho, o Marcola, que cumpre pena no Presídio Federal de Brasília.

O quinto grupo desarticulado pela PCDF também é especializado no tráfico de cocaína para pequenos traficantes.

Presos pela PCDF

Fonte de notícias: https://www.metropoles.com

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