Bando que aplica golpe em servidores aposentados é alvo da PCDF

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Com o código do benefício das vítimas em mãos, o bando oferecia falsos seguros aos idosos, com desconto em folha de pagamento

A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam I), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5/8), a segunda fase da Operação Strike. Ao todo, 25 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão e sequestros de bens são cumpridos no DF, em Goiás, Minas Gerais e Paraná. Os investigados são suspeitos de dar golpes em servidores aposentados.

A primeira fase da Strike aconteceu ainda em 2018. Na ocasião, a maioria das vítimas eram mulheres aposentadas, motivo pelo qual o caso acabou na Deam. Com a evolução da investigação, os policiais descobriram que a ação criminosa mirava em aposentados em geral.

Segundo a PCDF, a organização criminosa criava associações de fachada e entravam em contato com servidores públicos, oferecendo serviços de seguro de vida, supostamente com desconto direto em folha.

Com o código do benefício social dos servidores em mãos, os suspeitos, então, se passavam por corretores e conseguia, após longa conversa, ludibriar os idosos, conseguindo, assim, a assinatura das vítimas em fichas de autorização de desconto mensal no contracheque.

Os valores eram transferidos para as associações fraudulentas e apropriados indevidamente pela organização criminosa.

Strike I

Em junho do ano passado, seis integrantes da organização criminosa que aplicava golpes com precatórios contra servidores aposentados de órgãos federais foram condenados pela 8ª Vara Criminal de Brasília pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

Somadas as penas, o bando foi condenado a 155 anos de reclusão. A Justiça do DF também condenou os integrantes a repararem danos materiais e morais causados às vítimas. O valor mínimo fixado é de R$ 230 mil.

A quadrilha foi desarticulada em dezembro de 2008, durante a primeira fase da Operação Strike, realizada também pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Segundo os investigadores, à época, os suspeitos se passavam por representantes de associações filiadas a servidores federais, membros do Judiciário e até da Receita Federal para enganar profissionais aposentados dos órgãos, alegando que as vítimas teriam créditos judiciais a receber.

No entanto, para que os servidores tivessem acesso ao dinheiro, o grupo os convencia a realizar o pagamento de encargos. Os valores variavam entre R$ 7 mil e R$ 24 mil. Algumas vítimas, porém, chegaram a depositar R$ 96 mil.

O valor adquirido com o crime era retido pela organização e lavado com a compra de carros e até criação de gado, conforme a PCDF.

Os golpes eram aplicados principalmente em idosos e há registros da ação do grupo no DF, Goiás, Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais.

Fonte de notícias: https://www.metropoles.com

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